sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008



Pode parecer estranho, para quem vê, claro, mas para mim é tão comum que dá-me certo prazer; tanto melhor que seja à noite. O vento que se sente daqui de cima, as luzes fortes. O som.

De repente, é como se estivesse em pé, na grade. O vento, mesmo forte, frio, não me fazem balançar. Não hesito: é o que ele, o vento, quer. É o que eu quero. E é assim. Sem explicação, sem pensar – já combinamos!

Eu pulo; braços estendidos. Um salto para trás. Nesse instante são meus: o céu, o chão. Somos nossos sem ao menos existirmos. E sorrio. Quase escondido um riso tímido. E me deixo levar.