sábado, 28 de agosto de 2010

De todos os dias (que se seguem)
















sinto uma leve dor no estômago. não é azia, úlcera. câncer. é um frio que dói como uma dor triste.semelhante a quando vê-se um cão - no meu caso, melhor seria dizer um gato - ser atropelado.então, é isso, posso dizer que sinto uma tristeza em mim. uma tristeza pelas escolhas que tomo, suas consequências e desdobramentos. uma tristeza quando atravesso a ponte e sei que tudo o que me espera é o vazio: um quarto bagunçado, histórias em quadrinhos, livros, um pc. uma história - esta, outro dia.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sem lenço, mas alguns documentos

Acordo, e como todos os dias tenho 5 segundos de paz. 5 segundos nos quais  AINDA não tenho memória, a vida não me bateu e o único pensamento que existe é "puta sono!" - às vezes substituído por "ressaca do caralho".
Insisto em dizer que tudo isso é o máximo que tenho de paz interior - o sono também não tem sido bom, e os sonhos se revelam sonhos antes mesmo de acabarem.
Mas sorriam, afinal, escolhi, ainda que sem escolher - diz-se - ser livre. Escolhi deixar de amar, escolhi outros planos e tudo novo.Escolhi maconha, cigarros e vida antisocial. Escolhi destruir outros planos outras vidas - e me dói menos saber que este último não deu certo.

Não consigo entender como começou, como tudo se encaminhou para este fim - bom seria se fosse mesmo o fim. Sei, claro, que saber não faz o caminho inverso, mas me faz pensar/ter esperanças de que no futuro haja retorno.