domingo, 23 de janeiro de 2011

Last (k)night

















Boba, você é muito boba. Tudo isso...
Foi o que eu disse, virando de costas e balançando a cabeça. Indo em frente. Mas diga sim, diga que fica, diga que não, que não fica, que se vá. Que isso se acabe, de um jeito ou de outro. Ao mesmo tempo, não diga nada, que tudo já foi dito e estamos cansados demais de tudo isso. 
E agora? Noites sem fim, insone na cama até a exaustão 6 da manhã? não é essa minha escolha. Tudo a seguir, outros acontecimentos, mais a somar ao que já se tem - loucura viagens sonhos pessoas. Expansão: não é o fim, nem começo nem nada: apenas uma bela somatória de final zero; sol se levanta, lua que se vai. Nada de novo por aí... - há tanto que tudo está aí. 
Enquanto isso, acordo, pisco um olho, resmungo e acendo um cigarro. Lembro da noite passada e tenho recortes de diálogos que não batem, histórias malucas e... 
Digo que está tudo bem, há tanto o que se fazer agora. Tanto que se ver, o mundo é grande

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

bagunça















e sinto. seu tesão, seu cheiro, seu gosto. e tremo. minha cabeça dá voltas, lembro de respirar. e vejo. o suor que escorre pela sua nuca, a gota fria que desce pelas suas costas e continua pela minha mão. me acordando prá ver que o meu corpo/seu corpo é o mundo todo. e me esqueço. me perco em você - que já mal sabe quem é e também sente-treme-respira - enquanto mapeio seu tigre, percorrendo suas linhas, suas nuvens. folhas de cereja com sabor do seu ombro.
gatos correm pelos telhados, chuva que faz barulho na garagem. um vizinho que canta sozinho músicas noite adentro. cheiro de velas e sexo pelo quarto. 4 da manhã.