terça-feira, 18 de janeiro de 2011

bagunça















e sinto. seu tesão, seu cheiro, seu gosto. e tremo. minha cabeça dá voltas, lembro de respirar. e vejo. o suor que escorre pela sua nuca, a gota fria que desce pelas suas costas e continua pela minha mão. me acordando prá ver que o meu corpo/seu corpo é o mundo todo. e me esqueço. me perco em você - que já mal sabe quem é e também sente-treme-respira - enquanto mapeio seu tigre, percorrendo suas linhas, suas nuvens. folhas de cereja com sabor do seu ombro.
gatos correm pelos telhados, chuva que faz barulho na garagem. um vizinho que canta sozinho músicas noite adentro. cheiro de velas e sexo pelo quarto. 4 da manhã.

3 comentários:

Anônimo disse...

Não posso dizer que vc está melhorando...seria injustiça perante ao autor que não vem sendo acompanhando constantemente.
Posso apenas dizer que faz um jogo muito sutil com as palavras que deixa o leitor recriando a atmosfera e se pondo no ambiente. Só não gostei do gato no telhado e do vizinho cantando noite adentro. Tudo isso é desestimulante, mas o texto em si é animador. Relato real?

Abs

Anônimo disse...

o modo de escrever obedece ao minimalismo; com reduzidos verbos e abusando das orações coordenadas. linguagem infantil. incompletude programada, consciente, ou falta de talento e ausência de conteúdo? os leitores responsáveis que levem este autor ao tribunal!

Kleydson disse...

Uns gostam, outros não... mas indiferentemente a leitua é valida.

Por sinal, selva, muito bom!