quinta-feira, 26 de maio de 2011

Recortes


Escrevi. Perdi a referência, apaguei e depois joguei fora. Mudar de assunto e falar sobre o que vi ou invento que vi...
Do cara que anda pela rua. Olhando pro alto, ver se cai.... o que? Pomba merda gente grana? Esperando que a chuva que vem seja quente – 33º – e levemente azulada. Rio Pinheiros com cheiro de água doce, pés descalços e leves ondas. Deitado na graminha da marginal enquanto passam pacas tatus e cotias também. A procurar por aquele sorriso que também te fez rir e que veio com uma sombra, “deixe de roubar meu sol” e mais risos. Move for Me tocando pelo celular.
Cai a noite na cidade enquanto nuvens brincam entre ventos entre prédios, já acesos. Ciclistas e dínamos passam por perto com vozes que brincam ao som de correntes.
Cai a noite.
(fica assim)




segunda-feira, 23 de maio de 2011

das coisas


Do tempo-ilusão, que é escasso – apenas para quem corre sem nem ao menos poder desviar sua atenção, olhar para o lado. Da vida líquido-moderna, contendo e devorando tudo o que pode ser devorado e consumido pelo medo – este, também líquido.
Medo pelo medo. De ser visto pelo meu semelhante, de sua ferocidade, de sua (pseudo)-(in)diferença. Medo do medo dele em relação a mim. Peço desculpas pelo mais leve toque, fujo do olhar terno e doce que sem querer pousa em minhas vistas.
Da noite que chega sem deixar dormir. Quarto vazio e luz apagada: sem distração ou fuga.
E também sobre torres de força caminhando fim de tarde num mundo desolado, sendo vistas e não entendidas por viventes de outros lugares. Guitarras clássicas sendo manuseadas como tacos de baseball ceifando crianças incautas. Vidas de curta duração em festas sem fim.
Entre um gole de café e outro e um trago no cigarro, é disso que vamos falar.