segunda-feira, 23 de maio de 2011

das coisas


Do tempo-ilusão, que é escasso – apenas para quem corre sem nem ao menos poder desviar sua atenção, olhar para o lado. Da vida líquido-moderna, contendo e devorando tudo o que pode ser devorado e consumido pelo medo – este, também líquido.
Medo pelo medo. De ser visto pelo meu semelhante, de sua ferocidade, de sua (pseudo)-(in)diferença. Medo do medo dele em relação a mim. Peço desculpas pelo mais leve toque, fujo do olhar terno e doce que sem querer pousa em minhas vistas.
Da noite que chega sem deixar dormir. Quarto vazio e luz apagada: sem distração ou fuga.
E também sobre torres de força caminhando fim de tarde num mundo desolado, sendo vistas e não entendidas por viventes de outros lugares. Guitarras clássicas sendo manuseadas como tacos de baseball ceifando crianças incautas. Vidas de curta duração em festas sem fim.
Entre um gole de café e outro e um trago no cigarro, é disso que vamos falar.

2 comentários:

Bianca disse...

compra um x-box, p#rra.

poeticas disse...

Medo pelo medo...

Isso tem um ar de "arte pela arte" que, de um modo, me lembrou dos tempos anglolísticos...