quinta-feira, 26 de maio de 2011

Recortes


Escrevi. Perdi a referência, apaguei e depois joguei fora. Mudar de assunto e falar sobre o que vi ou invento que vi...
Do cara que anda pela rua. Olhando pro alto, ver se cai.... o que? Pomba merda gente grana? Esperando que a chuva que vem seja quente – 33º – e levemente azulada. Rio Pinheiros com cheiro de água doce, pés descalços e leves ondas. Deitado na graminha da marginal enquanto passam pacas tatus e cotias também. A procurar por aquele sorriso que também te fez rir e que veio com uma sombra, “deixe de roubar meu sol” e mais risos. Move for Me tocando pelo celular.
Cai a noite na cidade enquanto nuvens brincam entre ventos entre prédios, já acesos. Ciclistas e dínamos passam por perto com vozes que brincam ao som de correntes.
Cai a noite.
(fica assim)




Um comentário:

Anônimo disse...

essas paisagens banais rendem tantas impressões assim? houve uma escritora que falou sobre ovos e galinhas, e poderia ser também o almoço de terça, insosso. pois bem, ela usou as palavras ovo e galinha, mas em nenhum momento ela falou sobre os tais. o seu caso é o inverso, vc não falou nada mais além das paisagens banais. não revelou uma contrariedade até então invisível, o que, para mim, é um critério fundamental para avaliar uma obra de arte. isso aqui não era para ser mesmo arte? então conseguiu: não ser arte. talvez tenha conseguido mais, porém, o horário não permite dizê-lo!! hehe!